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Cantinho da Leitura – “Eu honro as mães por uma compreensão filosófica”

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Este é um cantinho no qual trazemos até ti algumas sugestões de leituras interessantes, tanto a nível da saúde mental, das Constelações Familiares, ou outro assunto que pensemos ser interessante para ti.

Hoje, a sugestão do Cantinho da Leitura, é do próprio Bert Hellinger, no seu livro “Um Lugar para os Excluídos”, que abordou o porquê de Honrar as mães. Mergulhem nesta leitura e absorvam o seu conteúdo.

 

Eu honro as mães por uma compreensão filosófica
- Sobre o que realizam as mães e os pais -

 
“Por que o senhor honra as mães dessa maneira? Isso faz parte de seu passado católico?


Honro as mães a partir de uma compreensão filosófica. Contemplo o que significa ser mãe. Todas as mães realizaram o decisivo de uma forma perfeita. Não existe nenhuma mulher que se tenha tomado mãe e não o tenha realizado plenamente. Caso contrário, não se teria tomado mãe. Portanto, no que é decisivo, todas elas são perfeitas. Aquilo que vem depois tem um papel secundário.
Isso é por si evidente, não necessita grandes pensamentos. Basta voltar o olhar para isso. O maior bem que existe é, naturalmente, a vida. Na prática terapêutica, frequentemente se esquece o que isso significa. Às vezes, a criança levou um tapa, ela recorda o fato – e se trabalha sobre isso, mas ela recebeu da mãe a vida em sua totalidade, e isso é esquecido. Nenhuma mãe pode subtrair de seu filho algo da vida que lhe deu, e nenhuma pode acrescentar algo a essa vida. Nenhuma mãe foi melhor ou pior do que outra. Como mães, todas foram perfeitas. Esse é um belo pensamento.

 

Naturalmente, mas a vida escreve outras histórias.
O senhor exige, portanto, uma atitude quase religiosa em relação à mãe e ao pai – quase como nos dez mandamentos: “Honrarás teu pai e tua mãe”, mas os modernos desaprenderam isso e resistem, porque têm diante dos olhos as características concretas da maternidade e da paternidade e, dotados de consciência crítica, autonomia de pensamento e capacidade de julgamento, fixam-se nos “tapas” – que, aliás, podem ser bem dramáticos.


É a verdade.

 
Uma janela da verdade?


Eu tornei a abrir essa janela para muita gente. Muita coisa de que se ocupa a psicoterapia parece muito secundária em comparação com essa compreensão fundamental, de que a vida, tal como foi integralmente transmitida por nossos pais, é o bem mais elevado. Não existe maior sintonia com a força criadora primitiva do que o ato de gerar.

 
Seguir o próprio instinto qualquer pessoa pode, não é nada de especial. O que nos interessa é a realização individual – não o que todo mundo pode fazer. Como meu filho progride, se ele é instruído, belo, inteligente e vivo – é isso o que vale, principalmente como realização individual.


Gerar é algo que qualquer pessoa pode – justamente. Não é uma coisa especial, não obstante, é a maior de todas. As consequências exigem uma grande realização, naturalmente, mas o nascimento, por si só, é uma incrível realização – não consigo imaginar nada maior. Se bem que não estou autorizado a opinar a respeito, porque é uma experiência que não me foi concedida. Pela simples reflexão, é a maior coisa que existe e nada traz uma alegria maior do que uma criança que acabou de nascer.”

 

Por Bert Hellinger, no livro “Um lugar para os Excluídos”, página 45.

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